Quando o ‘Não Era o Momento’ virou ‘Agora é a Hora’: minha peregrinação ao Jubileu

 Quando Deus Disse ‘Espere’ – e Depois ‘Vá’

Em janeiro deste ano, Mayara Silva me convidou para ir à Roma, para o Jubileu dos Comunicadores. Era irresistível, mas, ao rezar, senti que não era o momento—não sei explicar. Acompanhei e apoiei virtualmente o brilhante trabalho de Alexandre Medeiros, Bianca Saraiva e Alyson Pontes, correspondentes do Grupo Cidade de Comunicação na cobertura pioneira que fizeram. 

Todos os caminhos me levaram a Roma. 

Mayara havia mencionado uma possível viagem em maio, mas nem considerei, dada a quantidade de compromissos. Um deles era a bênção na Fátima FM, web rádio fundada por Gaida Dias, sua irmã, e parte do Grupo Cidade—uma emissora de inspiração cristã. 

Na inauguração da Fátima FM, em 13 de maio de 2025, quando decidi ir para o Jubileu de Esperança. 

Num bate-papo descontraído, Gaida me perguntou por que eu não iria em maio. Citei a agenda cheia. "E quem não tem?" Essa pergunta me pegou desprevenido. Na mesma hora, Gaida falou com Mayara, e no dia seguinte tudo estava reservado: passagem, hotel, roteiro. E no meu coração, a certeza de que a vida não se resume ao trabalho. 


Perdi o Avião, Mas Não Perdi a Paz

Não seria uma viagem qualquer, mas uma peregrinação. Sabia que algo marcaria minha vida e a dos que estariam ali—muitos dos quais eu nem conhecia ainda. Os desafios começaram cedo: o voo de Fortaleza para Lisboa atrasou tanto que perdi a conexão para Roma. Mesmo assim, mantive a paz. Resolvi tudo com calma, apesar da pouca experiência com viagens internacionais e do meu limitado domínio de línguas. 

Deu tão certo que, antes do voo remarcado, visitei a Sé de Lisboa. Mas o melhor foi a igreja onde Santo Antônio—antes de ser de Pádua, é de Lisboa—nasceu. Lá, rezei o terço e apresentei as intenções que levaria a todas as igrejas da viagem.  



Desembarquei sozinho, mas nunca realmente sozinho

Cheguei a Roma de madrugada. O aeroporto fica longe do centro, mas o Uber me salvou—ainda que com uma tarifa alta. No voo, conheci a irmã Denise, carmelita da mesma congregação que Frei Gilson. Rimos, conversamos e senti a alegria de ganhar mais uma irmã na fé.  

No dia seguinte, reencontrei o grupo no café do hotel: Mayara, Homero, Maria Eduarda, Dona Rosângela, Patriolino, Pedro, Mailton, Isabela, Dona Verônica, Everardo e Marília. Alguns eu já conhecia dos encontros de evangelização. Era um grupo unido pela fé, cada um com sua história, mas todos conectados.  


Regina Coeli: quando a Praça São Pedro virou casa

Nosso próximo passo foi o Regina Coeli, no Vaticano. À medida que me aproximava da Praça São Pedro, a emoção crescia. A multidão, o clima de alegria, as gaivotas—tudo culminou no aplauso quando o Papa apareceu na janela. Antes disso, nosso grupo fez uma oração juntos, ali mesmo, na praça.  


Foi simples, mas justamente por isso, marcante. O sol, as filas, as revistas—tudo valeu ao ouvir as palavras do Santo Padre.  


Fila, Papa Móvel e a condução de Deus: ‘Os últimos serão os primeiros

Enquanto o grupo seguiu para Assis, eu fui à Basílica de São João de Latrão, onde o Papa celebraria uma missa histórica. Graças ao Padre Victor, da Comunidade Shalom, consegui um lugar na assembleia

Na Basílica de São João de Latrão. 

Cheguei duas horas antes e tomei um gelato com Eveline, missionária do Shalom, que cobriria o evento. A fila era enorme, e acabei sentado nas últimas cadeiras—que, providencialmente, ficavam perto da Porta Santa por onde o Papa entrou. Registrei sua bênção e participei da celebração com o coração cheio de fé. 

Na saída, esperávamos vê-lo de perto, mas só avistamos o "Papa Móvel" vazio. Rimos da situação enquanto ele seguia para a Basílica de Santa Maria Maior.  


Pisar onde os santos pisaram – e sentir ecos do Céu

No dia seguinte, começamos nossa jornada ali. Fila, revista e a emoção de cruzar a Porta Santa. Rezamos no túmulo do Papa Francisco, diante do ícone da Virgem e da relíquia da Manjedoura.  

Com Mayara e Homero, anfitriões da peregrinação. 

Aquela basílica, como tantas outras, nos transporta para uma história viva—não um passado distante, mas uma comunhão com as raízes da nossa fé.  


Visita ao Silvonei, a voz do Papa no Brasil

Num intervalo, visitei a Rádio Vaticano, perto do Castelo de Santo Ângelo, para conversar com Silvonei José, a voz do Papa no Brasil. Confirmamos sua vinda ao Conecta Pascom, em 18 de  outubro, em Fortaleza. Agradeci pelo tempo e pela vista incrível do terraço de seu escritório.  

Com o Silvonei José, a voz do papa no Brasil.


O Caminho até São Pedro que me fez r elembrar 2011

Depois, fomos ao coração da viagem: a peregrinação pela Porta Santa da Basílica de São Pedro. A organização foi impecável, com voluntários guiando cada passo. Caminhamos em oração, carregando uma cruz, até o baldaquino central, onde abençoei o grupo e apresentei nossas intenções.  

Com o grupo da Peregrinação. 

Fiquei vagando pela basílica, lembrando que, em 2011, ali mesmo, uma passagem bíblica dada após a Missa que narrava o chamado dos primeiros discípulos de Jesus, texto que me chamou de volta ao sacerdócio. Retornar 14 anos depois  como padre à Cidade Eterna foi a confirmação do cuidado de Deus por este seu pobre discípulo. 

Entrada da Porta Santa na Basílica de São Pedro. 

Na saída da Basílica, ouvi meu nome: era Lano, sua esposa e o pequeno Tomás João. Lano foi meu primeiro formador na comunidade de vida Shalom. Nos abraçamos, rimos e compartilhamos sobre  nossas vidas que seguem a serviço de Deus.  


Quando Simeão me lembrou: ‘Já recebi o essencial'

Fui ao Centro San Lorenzo, espaço administrado pela Comunidade Shalom perto do Vaticano. Diante do Santíssimo, pedi uma palavra—e veio o Nunc Dimittis, em Lucas, o canto de Simeão: "Agora, Senhor, deixai teu servo ir em paz." Compreendi que já recebi na minha vida o maior dom que poderia receber: meu sacerdócio. Que grande graça meu Senhor. 

No Centro San Lorenzo, administrado pela Comunidade Católica Shalom, de Roma. 

Agradeci ao Padre Victor pelo bilhete da Missa com o Papa e reencontrei os padres Silvio Scopel e Franco Galdino, além do missionário Simão, agora de volta à sua terra para evangelizar.  


A Comunidade Shalom em Lisboa: O abraço que faltava

Na volta, com escala em Lisboa, participei de uma missa na missão da Comunidade Shalom. Padre Leonardo Dorneles presidiu e depois me levou para conhecer a comunidade e jantar. Foi uma partilha frutuosa, cheia de amor pelo carisma. 

No avião, escrevendo este texto, o sentimento é de felicidade. Deus me ama de um jeito que, como diria Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora do Shalom, posso classificar de  "amor exagerado de Deus".  


Agradecimento a cada um em grupo

A Mayara, líder resolutiva e firme na fé; a Homero, que torna tudo leve com seu humor; e a Maria Eduarda, a mais jovem, que consagrei a Santa Teresinha.  

Ao Mailton, desenrolado; a Isabela, sempre acolhedora; a Patriolino, devoto fervoroso de Nossa Senhora; ao Pedro, discreto e talentoso fotógrafo; a Everardo, sábio e justo; e a Marília, em quem se vê um chamado de Deus.


A Dona Rosângela, matriarca de fé inquebrantável, e Dona Verônica, cujo abraço transmite ternura.  

Deus abençoe a cada de um vocês. Sigamos firmes na fé em Nosso Senhor. 


Para você que chegou até aqui

Se esse relato tocou seu coração, talvez seja Deus sussurrando: ‘Sua vez está chegando’. Deixe-se surpreender. Roma, Lisboa ou o lugar mais simples – Ele sempre encontra um jeito de falar que você é amado. Gratidão ao Bom Deus  por cada ‘providência’ dessa peregrinação.



Para ter uma experiência com Deus ouça a Fátima FM: https://gcmais.com.br/radio/fatima-fm/ 

Busque um seminário de vida no Espírito Santo no Shalom mais próximo de sua casa. 

https://comshalom.org/onde/

https://youtube.com/@comshalom?si=nYXITKakFjOGvF52

















Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Comunidade de Vida: a minha Enon

O cuscuz e a Comunidade de Vida

Brasas vivas