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Brasas vivas

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O braseiro do incenso estava fumegante. Diante do altar, enquanto a fumaça densa se elevava aos céus, meus olhos permaneciam fixos à frente, mas a memória viajava para trás. Aquele lugar despertava lembranças adormecidas e me conduzia a uma silenciosa contemplação da história que Deus escreveu em minha vida.

Comunidade de Vida: a minha Enon

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A leitura do Evangelho do Batismo do Senhor fez-me deter em um detalhe aparentemente secundário, mas teologicamente luminoso: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3,23). O texto narrava o encontro entre João e Jesus, mas meu coração permaneceu em Enon, o lugar escolhido com discernimento pelo Precursor para selar, com um mergulho concreto, o anúncio da conversão. Não era um detalhe geográfico irrelevante, mas uma escolha carregada de sentido.

Quando o ‘Não Era o Momento’ virou ‘Agora é a Hora’: minha peregrinação ao Jubileu

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  Quando Deus Disse ‘Espere’ – e Depois ‘Vá’ Em janeiro deste ano, Mayara Silva me convidou para ir à Roma, para o Jubileu dos Comunicadores. Era irresistível, mas, ao rezar, senti que não era o momento—não sei explicar. Acompanhei e apoiei virtualmente o brilhante trabalho de Alexandre Medeiros, Bianca Saraiva e Alyson Pontes, correspondentes do Grupo Cidade de Comunicação na cobertura pioneira que fizeram.  Todos os caminhos me levaram a Roma. 

Mesma sala, Graça nova

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As vezes percebo Deus  me falando através de lugares e memórias que despertam em mim a consciência de Sua obra, que vai se revelando ao longo da minha história. Célula Santa Faustina ( Shalom da Paz )

O cuscuz e a Comunidade de Vida

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 Por conta de uma iniciativa de comunicação para divulgar a dedicação da primeira igreja erguida pela Comunidade Católica Shalom, decidi dormir na noite anterior na Diaconia. Fui acolhido, como sempre, com carinho, e soube que o café da manhã seria servido às 7h. Fui preparado, já com a mente focada no evento que aconteceria às 9h. Mas, ao chegar na Casa Comunitária, fui surpreendido por uma cena inesperada.

A bisnaga vazia e o amor de Deus

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Comuns e extraordinários

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Minhas lembranças de Padre Saraiva

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De volta a Morrinhos, minha pequena Belém

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Em 2022, eu voltei a Morrinhos, minha cidade de origem, localizada no Vale do Acaraú, a 205 quilômetros de Fortaleza. Foi a primeira vez na cidade com toda a minha família, depois de nossa saída em 1994, quanto tivemos de nos mudar para a capital cearense. Retornei como padre e naquela cidade de pouco mais de 20 mil habitantes celebrei minha primeira missa na Matriz do Sagrado Coração de Maria, onde, religiosamente, todos os Domingos, eu  participava da Santa Missa com o Cônego Saraiva ao lado de meus pais e irmãos. Na Matriz de Morrinhos.  No prim eiro mês deste ano repetimos o feito e voltamos à estimada cidade. Desta vez, infelizmente, minha irmã Francilúcia e sua família não nos pode acompanhar. Foram apenas dois dias e meio, porém vividos com muita intensidade. Estas idas a Morrinhos têm se consolidado como um momento de renovação familiar e, para mim, renovação de fé e do desejo de evangelizar, afinal, tudo que fazemos hoje é para o Senhor que o fazemos.  Meus pais...

Mons. Jonas Abib: o padre que revolucionou a Igreja do Brasil

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O manustérgio

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 Emocionante :: Foto: minha mãe voltando com o manustérgio depois de o ter desatado de minhas mãos ::  Por uma graça de estado vivi minha ordenação com uma calmaria interior singular. Tive dificuldade de concentração no início, mas com o salmo o meu coração se voltou totalmente para aquele mistério que parecia me envolver cada vez mais.  O rito onde o arcebispo unge as mãos do ne-sacerdote e as ata com um manustérgio  é, de fato, muito tocante. Recordo-me do sentimento que me acompanhou naquelas passadas, da sedia episcopal até meu lugar. A emoção se agrava com o passo seguinte.  Por uma tradição, a mãe, ou os pais, é quem desamarram aquele tecido sagrado das mãos do filho, limpa as mãos do óleo e, em seguida, recebe a primeira bênção daquele novo presbítero.  Minha mãe se emocionou demais. "Pedi muito a Deus a graça  de que você seja um padre obediente a Deus e à Nossa Senhora. Que seja dedicado em tudo que faça e jamais volte atrás", disse-...

Da bolacha Maria ao Corpo de Cristo

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 37 anos depois :: Meu pai não é de emocionar muito, sempre com um bom senso de humor gosta mais é de fazer graça com as situações. Contudo, no dia de minha ordenação ele chorou em um momento específico.  Suas lágrimas vieram quando eu lhe dei a Eucaristia. Lembrou-se dos tempos quando criança eu celebrava a "missa" e usava o pilão como cálice e a bolacha Maria como hóstia. Isto eu tinha uns 3 anos talvez.  Trinta e sete anos depois ele via diante de si uma brincadeira se tornar realidade . Coisa de Deus.  Foto: com os meus pais, Francisco e Maria Lúcia, antes da ordenação sacerdotal. 

"Cultive esta graça", disse-me Moysés

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Testemunho ::  Foto: com Moysés Azevedo. Este registro foi feito na ordenação diaconal ::  É inegável o carinho e a estima que tenho pelo Shalom, Moysés, Emmir e os consagrados neste Carisma. No dia de minha ordenação tive um encontro rápido com o Moysés [Azevedo], pertinho do banco onde estavam meus familiares.  "Ainda vou acostumar a chamar você de padre, mas esta Graça Deus já lhe concedeu viver. Cultive-a , seja fecundo", disse-me olhando bem nos olhos e com as duas mãos segurando firmes em meus ombros. 

E padre precisa de conversão?

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Entre uma andada e outra :: Foto: com Carlos Raniey ::  No dia 22 de dezembro, data em que fui ordenado, cheguei cedo à Catedral de Fortaleza. Checagem de sonorização, montagem de equipe de filmagem, me adaptar ao ambiente, o que já me ajudaria a me preparar para o grande momento da noite.  Entre um andada e outra, o Raniery, um amigo com quem convivi no ano de 2001 em uma experiência missionária, parou-me e pediu-me que nunca me faltasse - o que eu resumi em - humildade e conversão . Ali vi uma exortação da parte do Senhor, uma chamada ao que sempre terei de buscar.  Sim, padre precisa de conversão . Todos os dias. Sempre é necessário ajustar a sua rota a do Mestre, colocar o coração no mesmo compasso no do Amado. É luta para a vida a toda, até um dia ser plenamente configurado ao Senhor. 

A Ordenação

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 Dia memorável :: Foto: neo-sacerdotes com o seu arcebispo Dom José Antonio :: A graça de Deus consegue  transformar o tempo em eternidade, gestos humanos em ação Divina. A noite de 22 de dezembro de 2021 ficará para sempre em minha memória como o dia em que fui tocado por Deus de uma forma tão singela e sublime.  Toda a celebração aconteceu em ordem, harmonia e beleza que o momento requer. Da ornamentação à música, do cerimonial à atenção dos participantes. A liturgia eximiamente conduzida por nosso arcebispo Dom José Antonio nos fez mergulhar a todos no mistério daquele sacramento.  Transmissão  O Salmo  Confesso, no início da celebração eu estava "voando", e disperso  com a filmagem, fotografia e execução de outros serviços. Foi no salmo que entrei no "mistério" daquele momento e voltei minha atenção na totalidade para aquela Graça que aconteceu diante de mim.  Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhad...